Esta parede foi criada pelo grupo Tangible Interaction e já esteve exposta nos Jogos Olímpicos de Inverno 2010 em Vancover.
Através de uma lata de spray equipada com infra-vermelhos permite desenhar como se de uma lata normal se tratasse, tem ainda disponível um conjunto de stencil’s que se podem aplicar em tempo real.
Os utilizadores podem depois enviar a sua criação para um email ou para o twitter.
Tal como a instalação SpreadGun para o festival “Fachada Multimédia 2008” (Berlim), a SMSlingshot é um dispositivo interactivo que liga dados a pessoas agindo num espaço urbano.
Equipado com um rádio de alta frequência, um arduino, laser e baterias. As mensagens de texto são escritas num teclado de madeira do tamanho de um telemóvel, que está integrado numa fisga de madeira. Depois da escrever a mensagem, o utilizador aponta para uma parede e lança a mensagem para o ponto alvo. Aparece depois como uma mancha colorida e dentro desta a mensagem escrita. A mensagem é também enviada para o twitter.
O Conceito
“Devido ao crescimento do interesse comercial em cobrir os espaços públicos com ecrãs de publicidade digitais, a necessidade de um dispositivo acessível parece óbvio e necessário. O desejo e hábito de comentar (tag) o mundo que nos rodeia, é um fenómeno antigo e ainda vivo que tentamos preservar. O nosso conceito como VR/URBAN procura reclamar de volta o espaço urbano e dar aos seus habitantes uma ferramenta para ocupar os ecrãs urbanos. As pessoas não devem permanecer como uma audiência passiva, devem obter o privilégio e alem disso, a ferramenta necessária para criarem os seus próprios conteúdos multimédia nas ruas…”
O Graffiti Reseach Lab é um grupo artístico dedicado ao armamento de graffiters, artistas, hackers, activistas e protestantes com tecnologias open source para a comunicação urbana. Os membros do grupo experimentam em laboratório e no terreno uma série de tecnologias experimentais. Documentam os seus esforços em vídeo e com instruções DIY para cada projecto que depois disponibilizam ao público.
Este grupo é particularmente conhecido por inventar os LED Throwies, um sistema simples que consiste apenas numa bateria de lítio, um LED e um íman.
O Graffiti Research Lab é actualmente alojado no laboratório Free Art and Technology Lab (F.A.T. Lab), um laboratório sem fins lucrativos que suporta artistas, engenheiros e designers cujo trabalho enriquece directamente o domínio público.
Imaginem pintar…sem tinta.
Pintar apenas com luz, afinal, o grau zero de qualquer pintura…
Pintar ao vivo e a cores, sem efeitos pós-produção.
Assim trabalharam Blake Shaw e Bruno Levy, do colectivo SWEATSHOPPE, usando apenas um computador portátil e o Jitter.
Num esforço para estabelecer novas plataformas para a arte publica e a performance, o colectivo SWEATSHOPPE desenvolveu uma tecnologia interactiva que permite explorar a relação entre tag’s, vídeo e arquitectura, respectivamente, fonte, medium e suporte.
Esta tecnologia permite essencialmente “pintar” vídeo em qualquer superfície.
O software foi escrito em Max, o rolo de tinta contém apenas LEDs verdes. O software rastreia os LEDs, gera as posições (x,y) e com estas aplica a textura de vídeo ás “pinceladas”.
O colectivo passou semanas a documentar os seus trabalhos em ambientes urbanos, em Queens, Brooklyn e Manhattan, para criar “The Landing”, o primeiro de uma série de episódios que mostram os seus trabalhos enquanto artistas, técnologos e performers.